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31/12/2014

Tchau, 2014! Vem, 2015!

Hoje, neste 31 de dezembro, eu gostaria de falar para 2014 e 2015.

Primeiro 2014...
Oh, meu querido, você não sabe como foi difícil não te odiar. Eu relutei, me trabalhei, mas você realmente não foi um ano bom pra mim. Não queria te dizer isso, mas você foi, sem sombra de dúvidas, o pior ano da minha vida. Foi em você que eu perdi a pessoa mais importante, aquela que me amava acima de tudo e a quem eu depositava tudo que eu tinha de melhor, mainha. 2014, tu não tem consciência do quanto eu sofri durante os teus 365 dias, do quanto eu chorei, aliás acho que, a partir de março, eu chorei todos os dias. Foi bem difícil decidir te escrever e não te dizer palavras ruins, porque você foi bem cruel comigo, mas as coisas ruins servem, também, para nos ensinar e eu aprendi muito durante teus dias. Aprendi que o amor ultrapassa a matéria, que amigos de verdade estão do teu lado tantos nos momentos bons, quanto nos ruins, que a vida te faz adulto num instante de uma notícia, mas de tudo que eu aprendi contigo, 2014, o mais difícil foi saber que uma dor e uma saudade tão grandes assim nunca irão passar, só adormecer, mas elas serão tuas companheiras diárias enquanto vida existir. De fato você não foi muito legal comigo não, também não sei se foi recíproco da minha parte e aproveito para te pedir desculpas por todas as vezes que te xinguei e te mal disse. Você foi, com certeza, o ano divisor de águas na minha vida e eu nunca me esquecerei, mas é com uma gotinha de felicidade e esperança no peito que venho hoje, no teu último dia, me despedir e dizer que vai em paz, 2014 e, por favor, seja brando nessas tuas últimas horas de vida.

Agora eu queria falar pra 2015...
Querido, seja bem vindo! Espero que você seja suave e menos traumático que o teu antecessor. Desejo que você seja o ano da saúde, da cura do câncer (aliás eu desejo isso a todos os anos sempre), do menor índice de desastre de avião, de menos mortes, menos desgraças, menos desigualdades sociais. Espero que você seja um bom ano para a presidenta, pro governador, pro país, pros meus amigos, pra minha família. Mas eu desejo mesmo, 2015, que você seja um ano que me ajude a superar a minha dor e que eu derrame menos lágrimas durante teus 365 dias. Vou tentar te amar, apesar de que já te aviso que será difícil, você será o primeiro que viverei sem mainha e a tua chegada também não será fácil. Ela sempre foi a primeira ganhadora dos meus abraços e das minhas lágrimas de ano novo e confesso que não sei o que fazer logo mais nos teus primeiros minutos de vida. Prometo tentar, 2015. Prometo tentar superar, chorar menos, rir mais, ser uma pessoa melhor, mas prometo, acima de tudo, continuar dando orgulho a ela. Mais uma vez, seja muito bem vindo e, por favor, seja leve!

Feliz ano novo!


PS: Apesar da pontinha de tristeza, ainda é uma carta de amor, sempre será!

04/05/2012

da série pseudo-cartas-de-amor...

Oi, amor...

Então, faz tempo que não te escrevo e, como essa vontade de saber da sua vida não sai de mim, resolvi te remeter esse post-pseudo-carta-de-amor.
Como andam as coisas? E a família? E a faculdade? E o trabalho? E os romances? Sim, os romances porque amor eu sei que é só meu e de mais ninguém. Aliás, era dele mesmo que eu queria falar, do nosso amor.
Como é forte e como enlaçou a gente de uma maneira que não conseguimos nos desligar. Estamos com as nossas vidas presas uma a outra por causa desse sentimento que insiste em ficar e não em partir, mas também não conseguimos vivê-lo por inteiro, permanecemos nesse modo de amar, tal como o Marquês, o de Sade, uma maneira que, muitas vezes, machuca mais que afaga.
O pior disso tudo, ou melhor, talvez, é ver que a cada reaproximação nossa, esse sentimento só aumenta, é como o universo que vive expandindo. Mas a pergunta que não me sai da cabeça, nem do coração, e tenho certeza que o mesmo acontece com você, amor, é: 'como fazemos para vivê-lo'? De que adianta ter esse amor tão grande e tão forte se não conseguimos transpor a barreira do 'romântico' e trazê-lo para a realidade? Já pensei inúmera formas e maneiras disso acontecer, mas confesso que não sei como, meu bem, e, na verdade, essa carta é um pedido de ajuda, a você, para que pensemos um modo de concretizar nossa vida juntos.
É como escrevi uma vez, 'se fosse fácil seria pão com manteiga e não o grande amor da sua vida'!

Cheiro de mato e muito carinho meu!
♥

12/03/2012

o post que talvez nunca seja escrito...

Era uma noite fria quando eles começaram, pela primeira vez, a imaginar o dia que seria a concretização de um amor que não cabia mais no peito. Imaginaram o local, as roupas, os convidados, a decoração e a música. Tudo parecia perfeito e viveram, a partir daquela noite, sonhando com a chegada deste dia.
O amor deles pelo mar, muito mais o dela que o dele, os fizeram escolher a praia como cenário. E da escolha do local, o resto pareceu fácil para um casal que vivia o auge do amor. Escolheram um cerimônia que seria ministrada por alguem que entendesse de amor, visto que nenhum dos dois são dados a essa coisa de religião...


♥

12/01/2012

dos amores que são novos...

Da série cartas de amor (amor/amigo do coração)...

Acabou 2011 e ele não foi, definitivamente, um ano bom. Coisas chatas e tristes aconteceram nele em maior quantidade, mas não posso dizer que nada de bom ficou. Ganhei alguns amores no ano passado, mas um foi especial e é para esse um que escrevo agora...
Te conheci logo no início do fatídico 2011, mas foi na segunda metade dele que nos reconhecemos. Sim! Reconhecer! Aprendi com um outro amor, o amor da última carta e o responsável por termos nos encontrado nessa vida, que os verdadeiros amores se reconhecem porque trata-se de algo de vidas passadas. Pois bem... acho que foi em agosto do ano passado que nos reencontramos de fato, e mais uma vez agosto fazendo coisas boas em minha vida, estou começando a achar que o mês do vento está 'indo com a minha cara'.
Lembro a primeira vez que a gente conversou de fato e como fiquei surpresa ao ver o quanto tínhamos em comum (e tenho que assumir que isso é algo meio difícil de encontrar)... São os felinos, a literatura, o barroco,  o drama (uma coisa bem nossa), a chatice (essa mais nossa ainda), sushi (a comida mesmo rsrs), o mercado, a cerveja e, claro, o dom de ligar, durante a embriaguez, para quem não deve.
Mas o que mais gosto e o que mais me encanta é a alegria que sai da tua risada e do teu sorriso. Meu Deus, como pode alguem rir tanto e ser tão feliz e contagiar de felicidade todos que estão ao redor? Nem acredito muito nessas coisas de divino, mas se existir algo que seja diretamente vindo de Deus é a tua alegria. E eu só posso agradecer por ter o privilégio de estar ao teu lado e ser um dos seres que são contagiados por ela.
Em 2011 te ganhei de presente e o melhor é saber que você não vem só. Junto contigo vem uma irmã, uma amiga e mais um monte de gente que tem o prazer de desfrutar da tua companhia. E torço para que em 2012, o ano do amor, possamos encontrar aquelas pessoas que aprenderam (você vai entender) e que nos farão muito felizes. Mas, caso isso não aconteça, ter a tua companhia, não só em 2012 como também nos outros anos que estão por vir, já vai me fazer um ser humano melhor e mais feliz.

São de pessoas como tu que o mundo precisa para ser mais feliz e mais lindo!

"... Com seus olhinhos infantis..."

29/12/2011

de vidas passadas...

Da série cartas de amor (amor/amigo do coração) ...

Fazia tempo que queria escrever esse post para você e, na verdade, já o tentei fazer várias vezes, mas essas coisas de escrever sobre amor, comigo, não funciona forçado, tem que ser espontâneo. Então agora eu estou aqui, sendo bem eu e colocando meu amor, mais uma vez, na tela.
Não é novidade o meu amor, (re) encontrado, por você, mas o que mais me surpreende é ver, a cada dia, como a nossa sintonia é maior. Até os aprendizados, para não dizer 'coisas ruins', acontecem simultâneos em nossas vidas... deve ser algo da cultura felina que a gente desconhece.
Certo dia me peguei pensando se eu sabia o exato momento que comecei a te amar nessa vida e acabei me dando conta que foi naquele Agosto de 2009, pela primeira vez Agosto fazendo e trazendo coisas boas para mim. Lembro perfeitamente como fiquei encantada ao te ver abrir a boca e deitar falação para todo mundo. Na verdade esse encantamento é eterno,  não tem nada que goste mais em tu do que te ver/ouvir falar. Cada encontro, cada conversa que a gente tem são milhões de coisas que aprendo e isso só faz meu amor se manter mais firme e mais forte.
Uma vez, te lendo 'para trás', descobri que uma de tuas faces, a da lagarta, é devoradora de folhas de amora, meu chamamento carinhoso, e foi aí que percebi que, nem se eu quisesse (coisa que eu nunca quis), eu conseguiria fugir de tu e do teu amor porque ele está além das nossas vontades.
Depois que descobri o momento que esse amor voltou ao meu peito, parei para pensar no que o fazia continuar e, meu dEUS (assim como o teu), são tantos... É a paixão por felinos (nós), pela literatura (nós), por poesia (nós), pelo barroco (nós), por Chico (nós), por café (nós), e por tantas outras coisas que, a cada dia que se passa, mais e mais afinidades são encontradas.
Aliás, falando em Barroco, esse, depois dos felinos, seja talvez o nosso maior laço. Como as nossas vidas vivem nesses círculos que não se tocam, mas se repetem e como a gente tem essa natureza barroca, ambígua, que vive em constante mutação porque a gente aprende com os nossos erros e com os dos outros.
Agradeço todos os dias seja a dEUS, ao universo, à Bastet, quem quer que seja, pela tua presença nessa e em outras vidas passadas. E peço, todos os dias, que nas vidas que virão, eu volte a te encontrar.

Se todo mundo tivesse um amor/amigo como tu, amorinha minha, as pessoas seriam mais felizes e o mundo mais lindo!

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