Mostrando postagens com marcador amores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amores. Mostrar todas as postagens

12/03/2015

Recife e Olinda! ♥




Sempre foi difícil pra mim pensar em Recife e Olinda como duas cidades distintas. Elas são complementos uma da outra, coexistem! Uma única cidade com dois lados, duas características e um grande amor por Pernambuco. Hoje elas fazem aniversário e eu devoto todo meu amor e bairrismo por elas. Pra Recife eu desejo que ela volte a ser uma cidade feita para todas as classes sociais e pra Olinda eu desejo, novamente, um impeachment.
Parabéns, minhas lindas!

12/05/2013

recife, pontes, céu de maio e mainha ♥

Cheguei com as fotos do passeio de catamarã que eu e mainha fizemos pra comemorar o Dia das Mães. O percurso foi por 7 pontes da Cidade de Recife e não é porque é a minha cidade não, mas Recife é muito linda :)

 Vista do Restaurante Catamarã

 Ponte Buarque de Macedo

 Ao final: Brasília Teimosa

 Eu

Paço Alfândega 

Rua da Aurora 

Minha carequinha linda ♥ 

 A gente e nosso amor

Encontro dos Rios Capibaribe e Beberibe 

Mais eu :) 

Palácio do Campo das Princesas 

Palácio do Campo das Princesas 

Rua da Aurora 

 Ponte Duarte Coelho

12/03/2013

dos meus gatos e filhos e amores...

Bom, não preciso dizer que sou louca por gatos porque os poucos que leem esse humilde blog já puderam perceber meu amor por esses lindos seres. Recentemente perdi uma filha, a mais nova das meninas, e por um momento tinha decidido não querer mais gatos nenhum, ia continuar com os outros dois que tenho e, quando eles falecessem, não pegaria mais nenhum para criar porque não suporto a dor de perdê-los. Mas ontem, enquanto eu trabalhava, mainha adotou mais uma menina e quando cheguei em casa que vi aquela coisa fofa me olhando com aqueles dois olhinhos azuis, peguei a pequena em meus braços, dei carinho, amor, um nome (Doroty) e desisti de desistir dos felinos.
A dor da perda de Brigitte ainda não passou, se é que um dia irá, mas posso dizer que com o tempo ela diminuirá e meu coração se alegrará um pouco cada dia com a presença da mais nova filha e dos outros dois amores que me enchem de alegria todas as manhãs, tardes e noites :)

Magalie: a primogênita, a rainha! ♥ 

Chico: o príncipe! ♥ (perdeu o posto de caçula) (:

Doroty: a princesa caçula! ♥

Doroty e Chico parecem gêmeos, não é? Assim como Magalie e Brigitte pareciam também. Podem dizer, meus filhos são lindos, não são? Com certeza sou um ser humano mais feliz por viver rodeada deles. ♥

07/03/2013

do dia dela... marry!

Quero hoje desejar todas as coisas mais lindas que possa existir nesse mundo e além do arco-íris para o meu primeiro amor dado pela Literatura. Ela é meu itinerário gastronômico, minha risada matuta, meu pedacinho de paris no agreste pernambucano, minha companhia de nevadas e iscas de frango, minha literatura romântica, meu azul invisível e meu vermelho cruel.
Te amo e quero pedir que, nesse teu ano que se inicia, tua presença ao vivo e a cores na minha vida seja mais frequente.
Marry, parabéns e felicidades, meu amor!


Se não for amor eu cegue!
♥


26/02/2013

discurso de formatura...

Há 4 anos terminei a graduação na coisa que eu mais amo nessa vida: Letras. Estudar é, sem sombra de dúvidas a minha maior paixão e a Literatura é meu casamento de uma eterna Lua de Mel. Organizando algumas prateleiras em casa acabei achando meu discurso de formatura (sim, eu fui a oradora da turma! rsrs) e agora posto para vocês darem uma lidinha ;)



"Boa noite a todos presentes!

Bom, o protocolo nos diz que primeiro temos que cumprimentar o presidente da mesa, mas eu gostaria de quebrar esse protocolo e cumprimentar, primeiramente, as pessoas mais importantes, motivo de estarmos todos aqui hoje, os formandos.
Como estou aqui para falar em nome da turma, vou trocar a primeira pessoa do singular pela primeira do plural. Esse discurso será focado em uma palavra que, classificada morfologicamente, pertence a classe verbal, o verbo agradecer.
Primeiramente gostaríamos de agradecer a Deus, já que sem ele não somos nada. Depois a nossa família (mães, pais, tios, irmãos, primos, avós) pois eles foram os maiores incentivadores e os que deram mais apoio durante a nossa graduação. Gostaríamos também de agradecer aos nossos mestres que nos ensinaram muito ao longo desses 4 anos, alguns de forma positiva, outros de forma negativa, mas que mesmo assim não deixou de ser um grande aprendizado. Aos nossos amigos, aos que trazíamos conosco antes e aos que adquirimos no decorrer do curso. Aos cônjuges, que em alguns casos são colegas de sala, aos namorados e namoradas, noivos e noivas e a todos que não se encaixam nesses rótulos, mas que contribuíram, de alguma forma, para o nosso sucesso.
Há 4 anos demos início a mais uma etapa de nossas vidas e, como diria uma de nossas mestras, uma etapa mister. Essa etapa foi recheada de fortes transformações, afinal alguns de nós chegamos ainda adolescentes à Faculdade e estamos saindo de lá adultos e bem mais maduros. Outra transformação importante é o fato de entrarmos lá sem uma profissão e agora além de termos uma, também temos experiência e amadurecimento profissional.
Durante esse período fatos importantes ocorreram em nossas vidas. Amizades foram feitas, conhecimentos absorvidos, relações estabelecidas e exemplos dados. Mas não só de momentos bons esse tempo foi preenchido, também tivemos momentos ruins, momentos que serviram como aprendizado e amadurecimento e hoje agradecemos por tudo que passamos.
Entrar na Academia não é o mais difícil, mas enfrentar tudo que enfrentamos e sair dela no período certo, isso sim é o mais difícil. E estamos aqui hoje para isso, para colocar um ponto final nessa etapa e acrescentar mais dois pontos finais, transformando-o em uma reticência, pois esses 4 anos foram apenas o início de tudo.
Chegamos aqui hoje como formandos do curso de Letras da Funeso do 2º semestre de 2008, mas sairemos daqui Beletristas. A grande maioria  nos conhece como Professores, Educadores, Docentes, mas poucos sabem que os formandos em Letras são, na verdade, Beletristas, aqueles que amam as Belas Letras.
E é como amante dessas belas letras que encerramos o discurso com algumas já conhecidas belas letras de um poetinha tão conhecido nosso.

Soneto da Felicidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procura
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

                                   Vinícius de Morais"

14/02/2013

da folia de momo...

Hoje é quinta-feira do pó (como costumo chamar o dia posterior à quarta de cinzas) o que quer dizer que, pelas minhas bandas do NE, estão quase todos ressacados da folia de momo que nos deixou recentemente.
Como boa amante do carnaval que sou, brinquei todos os dias e todas as noites e o que fiquei desse período lindo, além de boas recordações e fotos lindas, que vocês podem ver abaixo, foi um baita de um resfriado, com direito a dor no corpo, dor de cabeça, nariz super entupido e tudo o que tiver direito.
Mas, mesmo com esse resfriado, eu estou muito feliz de ter curtido um carnaval lindo, de ter estado ao lado de gente linda e de ter visto shows memoráveis, como o Titãs cantando só o 'Cabeça de Dinossauro'. Simplesmente perfeito! Sem falar em tantos outros como Otto, Lenine e Caetano Veloso. Minha gente, Cae num Marco Zero lotado e todo mundo cantando junto com o muso da tropicália.
Vocês que gostam de carnaval PRECISAM vir pra Recife/Olinda porque nós temos, de fato, o melhor carnaval do Brasil. Tem de tudo e o melhor, é de graça :), além de você conhecer duas das melhores cidades do mundo (SIM, EU SOU BAIRRISTA! rsrsr).
Agora vocês podem ver um tiquim de como foram meus dias de foliã ;)

Sábado de Zé Pereira ♥









Domingo ♥









Segunda ♥






Terça ♥







01/02/2013

de fevereiro...

Venho, por meio deste, dar as boas vindas a esse mês que não é apenas o mês do carnaval, mas é, principalmente, o mês da vida, da minha vida. Poderia passar a vida escrevendo sobre o meu amor pelo mês que ferve!
Fevereiro, no calendário você é 02, mas no meu coração você é o 1º.

Chegue sem cerimônia e seja lindo!
♥

17/01/2013

de 2013, de cores e amores...

Eita que 2013 começou tão puxado que já estamos no dia 17 e só agora venho tirar o pó, limpar a casa e fazer minha primeira postagem nessas bandas. Decidi não criar expectativas sobre esse ano para ver se ele consegue me surpreender positivamente, já que fiz do ano anterior o ano do amor e ele me decepcionou. Não que tenha sido tudo ruim, aliás foi 2012 que colocou o Rio de Janeiro na minha vida, mas em contra-partida ele trouxe doença e outros aperreios na família.
Quanto ao ano do 13, não sei ao certo a que veio e nem com que finalidade, mas já me deu amor, amor em forma de sobrinho, ou sobrinha. Minha prima-irmã-gêmea está grávida e olhe, acho que nem se fosse comigo eu teria chorado tanto quanto eu chorei. Acho que foi minha emoção em saber que existe amor pós-2012.
Não fiz lista de desejos para esse ano por razões de 'nunca faço para ano nenhum', mas queria uma única coisa de 2013: que ele fosse melhor que o ano passado, com mais saúde, mais amor, menos aperreios, mais viagens e mais escritas nessa casa que, ultimamente, eu tenho deixado muito de lado.
Provavelmente não escreverei muito nesse final de Janeiro e início de Fevereiro, visto que É CARNAVAL, minha gente, e vocês sabem, né, em Recife e Olinda ao chegar no 1 da contagem regressiva do réveillon já se pode ouvir os clarins e o frevo 'comendo no centro', como dizem pelas minhas bandas nordestinas. Aqui já é carnaval faz tempo, mas não fugimos ao protocolo de nos afastarmos das responsabilidades no período da sexta-feira gorda à quarta-feira ingrata e esse afastamento indica, pra mim, sem escritos, pois já tirei as fantasias do baú e reservei a tinta pra pintar a cara, cair na folia de momo e ser feliz na época mais linda do ano.
É isso, meus queridos. Espero que todos tenham tido um bom final e início de ano. Muita saúde para todos e um 2013 lindo, como um eterno carnaval.

Cheiro de mato, chuva de confete e serpentina e muito carinho meu.
♥

12/09/2012

de infância e de cheiro...

Dia desses estava conversando com um amigo pelo twitter, amigo esse que nunca vi pessoalmente e que marcamos sempre uma cerveja (sem álcool para ele, com álcool para mim) que nunca sai da timeline, sobre hospícios/manicômios/hospitais psiquiátricos. Vocês não sabem, meus poucos leitores, mas tenho uma vasta experiência nesse quesito.
Vivi a minha vida toda com um tio, irmão de mainha, que era doente mental, vítima de uma febre reumática quando bebê que lhe causou sérios danos cerebrais. Como morávamos no centro da cidade e minha família trabalhava vendendo almoço, como foi relatado em post anterior aqui, deixávamos Nado (meu tio) internado num hospital psiquiátrico e a cada 15 dias ele vinha passar o final de semana em casa, nos outros finais que ele estava lá, nós íamos passar o domingo com ele.
Eu devia ter uns 7 para 8 anos, mas lembro perfeitamente do lugar, dos internos, do cheiro e de como eu me divertia lá. Tinha um jardim imenso na entrada e eu, criança, brincava horrores. Um dos internos, Sr. Vicente (sim, lembro do nome e do rosto dele claramente), dizia que da próxima vez que voltasse eu ganharia uma boneca de ouro e eu, CRIANÇA, acreditava e sempre voltava, mas nunca ganhei a tal boneca, porque será, né?! Rsrsrsrs
Tenho lembranças de quando entrava nos corredores e de como era triste ver pessoas naquela situação que, em alguns casos, era desumano. Lembro dos quartos/celas, de alguns pacientes, do cheiro, etc. E falar em cheiro, o que mais me marcou não era o odor forte de urina e fezes que permeava aquele lugar e sim um cheiro que não sei explicar como é ou com o que parece, só sei que é cheiro de hospital psiquiátrico e, volta e meia, eu ainda sinto quando ando por Recife e todas essas memórias voltam como um turbilhão na minha cabeça.
Disso tudo o que mais me encanta é o fato de mainha e toda a minha família nunca terem me 'poupado' desse tipo de coisa, muito pelo contrário, eles sempre me mostraram tudo que eu poderia lidar na minha vida e deve ser por isso que eu não tenho medo de um doido quando encontro na rua, afinal foram 26 anos convivendo com um.
Meu tio não passou muito tempo nesse hospital, que prefiro não citar o nome, porque além de ser uma clínica para doentes mentais, era uma clínica para dependentes químicos também e eles ficavam juntos, não eram pavilhões separados. Nado começou a fumar depois que ficou internado e, dentro do próprio hospital, sofreu uma agressão de um interno porque negou lhe dar um cigarro. Depois disso minha família o retirou do estabelecimento e decidiu não interná-lo mais.
Nado faleceu em julho do ano passado de morte natural, em casa e nos braços de mainha. Foi triste, mas foi um final bonito para uma pessoa que passou pela vida e, simplesmente, não viveu.

Saudades!
♥

21/08/2012

de amor e de literatura...

Começa hoje o Festival recifense de Literatura "A Letra e a Voz" e, por conta dele eu estava relembrando como me aproximei da literatura. Não tive com ela um amor à primeira vista, muito pelo contrário, nosso primeiro momento foi de repulsão até e, por causa dele, me mantive afastada das letras por muito tempo.
Eu era 8ª série e tinha uma professora de literatura que traumatizava todos os alunos. Ela tinha um método horrível que se resumia em escolher uma obra e fazer um questionário gigante (cerca de 100 questões) sobre a mesma, e questões eram do tipo 'no capítulo 3 a mocinha está numa festa e dança com quem?'. Não precisa ser professor (a) para saber que esse método afasta o aluno da leitura, né? Pois bem, minha experiência traumática foi com nada mais, nada menos, que 'Dom casmurro'. Isso mesmo! Dentre tantas obras literárias meu primeiro contato teve que ser com Machado, mas não qualquer obra, tinha que ser a mais complexa, a mais discutida, a mais literária de todas.
Pois então, lá fui eu ler a vida da moça dos olhos de ressaca. Não passei do 2º capítulo. Fechei o livro e proferi as piores palavras que já saíram da minha boca 'Odeio Machado de Assis! Esse homem é muito ruim e esse livro é um saco!'. Copiei o trabalho de uma colega de sala e nunca mais li nada na minha vida, nem obrigada, nem por vontade própria.
Passaram-se 4 anos sem eu ler nada. Sei que é absurdo, mas é verdade. Até que um dia meu pai começou a fazer a coleção das obras de Machado que saíam pelo Diário de Pernambuco. E um belo dia eu estava em casa, sem nada para fazer e toda a obra machadiana ali na minha frente. Peguei Helena para ler porque a minha paixão por mitologia grega me fez achar que tinha alguma relação com a causadora da guerra entre gregos e troianos. Li Helena todo em um dia e, ao final do livro, eu estava em prantos. Chorava copiosamente, uma porque o livro trata-se de uma história de amor impossível (e eu com amor já viu, né, lágrimas puras), outra porque eu estava emocionada em ver como alguem era capaz de escrever coisas tão lindas como aquelas.
Desse dia em diante eu li a coleção inteira de Machado e o último livro que peguei foi Dom Casmurro. Passei alguns dias olhando para ele sem saber se eu iria lê-lo ou não. Tinha medo de me decepcionar com o livro, de não gostar e achar mal escrito, o que seria impossível, afinal de contas eu gostei de todos e justo o mais famoso, o mais comentado eu não gostar era porque havia algo de errado e, com certeza, era comigo.
Pois bem, li Dom Casmurro e nem preciso dizer a vocês que chorei no final, não é? Chorei feito louca e por vários motivos. De raiva daquela maldita professora que me afastou da literatura; por ter perdido a oportunidade de conhecer a obra mais linda do mundo antes; por não entender como um ser humano é capaz de escrever uma coisa tão maravilhosa como aquela, mas, principalmente, chorei por descobrir que aquilo era o que eu queria fazer pro resto da minha vida. Era de literatura e, especificamente, para ela, que eu queria viver. Desde esse momento eu não consigo conceber um único dia na minha vida que não tenha a presença dela, seja em forma de ficção ou em forma de teoria. É para ela que eu levanto todos os dias, é para ela que eu estudo e é para ela que eu vivo.
Como disse um professor que tive 'Eu sou literatura e não sei ser outra coisa que não seja literatura'!

♥

07/08/2012

de literatura e de amor...

"Na doce calma dos teus braços"

ABRAÇO. O gesto do abraço amoroso parece realizar por um momento, para o sujeito, o sonho de união total com o ser amado.


"Amar o amor"

ANULAÇÃO. Lufada de Linguagem durante a qual o sujeito chega a anular o objeto amado sob o volume do amor em si: por uma perversão propriamente amorosa, é o amor que o sujeito ama, não o objeto.



"O ciúme"

CIÚME. Sentimento que nasce no amor e que é produzido pelo medo de que a pessoa amada prefira um outro.


"Eu te amo"

EU-TE-AMO. A figura não se refere à declaração de amor, à confissão, mas ao repetido proferimento do grito de amor.


"Ternura"

TERNURA. Gozo, mas também avaliação inquietante dos gestos ternos do objeto amado, na medida em que o sujeito compreende que esse privilégio não é para ele.


'Fragmentos de um discurso amoroso' (BARTHES, Roland).

25/07/2012

de infância e de saudade, ou apenas de vovô!

Acordei hoje para recordar. Recordar uma parte da infância que foi mais que feliz.
Vivi até os meus 8 anos no centro de Recife, mais especificamente na Rua de Santa Cecília, num apartamento em cima das Lojas Cassiano. Minha mãe e minha avó vendiam almoço para o pessoal que trabalhava nas lojas dali (numa época que aquilo lá não era cosplay da chinatown.), logo todo mundo daquelas redondezas me conhecia, o que facilitava muito minha infância de criança sozinha, criada em prédio e no meio de adultos.
Como não vivi rodeada de crianças, exceto minhas primas/irmãs gêmeas que, durante esse período moraram em Jiparaná-RO, tive que brincar sozinha por muito tempo e acabava indo para as lojas para poder 'ser criança'. Nossa, são tantas lembranças felizes e algumas, poucas, tristes também.
Lembro de ter um estoque de bonecas enormes porque cada loja que entrava eu escolhia a que queria brincar naquele dia, era sempre algo novo e encantador. E por falar em bonecas, uma das coisas que mais achava mágica era o fato de sempre encontrar sapatos de boneca jogados nas ruas, especialmente na Rua do Nogueira (paralela a Sta. Cecília), acho que deveria ter alguma fábrica por ali que eu desconhecia. Mas recordo de como eu ficava encantada de ir lá e achar os pares de sapatos vermelhos e altos da minha Barbie.
Outra lembrança forte que eu tenho é a de que certo dia eu estava brincando com aquelas pistolas de espoleta, na loja que trabalhava um tia minha, no exato momento que chegou o carregamento das pistolas. O rapaz foi abrir a caixa de pólvoras e a caixa explodiu no rosto dele. Nossa, lembro disso perfeitamente como se fosse hoje. No exato momento da explosão eu pisquei com medo e até hoje, quando estou muito nervosa, eu pisco descontroladamente.
Recordo perfeitamente o dia que aprendi a ler e que minha mãe me deu os parabéns e desceu para me comprar um presente (benefício de morar no centro da cidade, você não pega ônibus, nem trânsito para poder comprar tudo o que você quer e resolver as suas coisas). Fiquei em casa super ansiosa achando que ia ganhar algo que fosse saciar a minha fome de ler, mas aí chega mainha com uma toalha de coelhinho. Meu Deus, lembro que não consegui esconder minha cara de decepção, que aliás não consigo até hoje, e de no outro dia vê-la chegar com um gibi. A toalha eu tinha até um tempo desses e relutei em jogar fora, trazia recordações importantes.
Mas de todas as lembranças a que mais me marcou e que mais somou para eu ser o ser humano que sou hoje, sem sombra de dúvidas, foram os dias que vivi ao lado do meu avô. Ele morreu eu tinha apenas 4 anos, mas lembro, com riqueza de detalhes, os momentos vividos ao lado dele e tudo que ele me ensinou. Vovô era açougueiro e trabalhava no Mercado de São José. Passava o dia todo trabalhando e quando chegava em casa ia logo tomar banho e depois jantar. Na hora do jantar ficávamos eu e minhas primas/irmãs ao redor dele, esperando ele nos dar carne, a melhor que já comi até hoje. Era carne de primeira (porque açougueiro que come carne de segunda não é açougueiro de verdade, dizia ele), mal passada e cheia de vinagre. Gente, minha carne preferia até hoje é assim: sangrando e encharcada de vinagre.
Nas minhas férias de Janeiro e Julho eu acordava no mesmo horário da escola (sempre estudei de manhã) para ir com ele pro mercado. Passava o dia inteiro lá atendendo com ele e alimentando os gatos que viviam por lá. O coitado tinha um prejuízo danado comigo lá porque eu dava carne mesmo aos bixanos, não era pele, nem osso, era carne mesmo. Mas lembro da felicidade no rosto dele nos dias que eu estava lá. Aliás, meu avô foi quem me fez descobrir o amor pelos felinos e, toda vez que nossa gata dava cria, eu morria de chorar pedindo que os gatinhos ficassem lá em casa e ele sempre dizia sim até uma época que teve 14 gatos no apartamento, minha época de maior felicidade.
Foi vovô também que me ensinou a andar e que me deu grande parte do 'mimo' que eu tenho hoje. Quando ele tava já perto de morrer, na fase terminal do câncer, e que não queria tomar banho, nem comer, era eu que ia lá chamá-lo e era a mim que ele, ironicamente, obedecia. Um senhor de 70 e poucos anos obedecendo a uma criança de 4, a vida tem dessas, né?

...

Queria escrever mais lembranças boas da minha infância, mas as lágrimas se apossaram do meu rosto e as lembranças aqui recordadas encheram meu coração de saudade.

Perdoem, queridos poucos leitores, mas hoje eu sou saudade e nada mais.


Cheiro de infância e gosto de amor, recheado de saudades minhas!
♥

23/07/2012

do fig!

De um FIG com nem tanto amor assim, mas que valeu!






















E ano que vem: 'que venha com mais amor'!
♥
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Instagram


Layout: Bia Rodrigues | Tecnologia do Blogger | All Rights Reserved ©