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14/03/2013

o amor da vida em um grafite ♥

Estava voltando pra casa um dia, vi esse grafite num muro lá perto e na hora fotografei e pedi pro meu namorado tirar uma foto minha (que não ficou muito legal rsrs) porque tenho certeza que quem o fez nem me conhece, mas fez pra mim hahaha.
Acredito que toda e qualquer pessoa que me conhece, nem que seja um tiquinho, saiba do meu amor pelo meu curso e do meu amor pela Literatura e, ao longo desses 28 anos, ele foi minha escolha mais certa, quem sabe até a única. Estudar Letras foi como encontrar um pedaço de mim que estava perdido no mundo.
Como boa pisciana que sou acredito em 'o grande amor da vida', mas também acredito que esse amor não precisa ser, necessariamente, uma pessoa, pode ser várias coisas, como escrevi num outro post, e o meu, sem sombra de dúvidas, é o meu curso, sou um ser humano melhor por conta dele, isso é fato!
Lembro que durante a Faculdade eu ficava louca porque não sabia que área seguir, queria fazer Literatura, Linguística (podem acreditar, um dia eu quis ser Linguista na vida rsrs), Latim e até Filologia, vocês acreditam? Eu estava encantada com o leque de conhecimento que me foi aberto e proporcionado e  esse encantamento me fez escolher a Literatura que sempre foi minha maior paixão e juro a vocês que não posso imaginar a minha vida sem ela.


Todo o meu amor pelas 'Belas Letras'
:)

26/02/2013

discurso de formatura...

Há 4 anos terminei a graduação na coisa que eu mais amo nessa vida: Letras. Estudar é, sem sombra de dúvidas a minha maior paixão e a Literatura é meu casamento de uma eterna Lua de Mel. Organizando algumas prateleiras em casa acabei achando meu discurso de formatura (sim, eu fui a oradora da turma! rsrs) e agora posto para vocês darem uma lidinha ;)



"Boa noite a todos presentes!

Bom, o protocolo nos diz que primeiro temos que cumprimentar o presidente da mesa, mas eu gostaria de quebrar esse protocolo e cumprimentar, primeiramente, as pessoas mais importantes, motivo de estarmos todos aqui hoje, os formandos.
Como estou aqui para falar em nome da turma, vou trocar a primeira pessoa do singular pela primeira do plural. Esse discurso será focado em uma palavra que, classificada morfologicamente, pertence a classe verbal, o verbo agradecer.
Primeiramente gostaríamos de agradecer a Deus, já que sem ele não somos nada. Depois a nossa família (mães, pais, tios, irmãos, primos, avós) pois eles foram os maiores incentivadores e os que deram mais apoio durante a nossa graduação. Gostaríamos também de agradecer aos nossos mestres que nos ensinaram muito ao longo desses 4 anos, alguns de forma positiva, outros de forma negativa, mas que mesmo assim não deixou de ser um grande aprendizado. Aos nossos amigos, aos que trazíamos conosco antes e aos que adquirimos no decorrer do curso. Aos cônjuges, que em alguns casos são colegas de sala, aos namorados e namoradas, noivos e noivas e a todos que não se encaixam nesses rótulos, mas que contribuíram, de alguma forma, para o nosso sucesso.
Há 4 anos demos início a mais uma etapa de nossas vidas e, como diria uma de nossas mestras, uma etapa mister. Essa etapa foi recheada de fortes transformações, afinal alguns de nós chegamos ainda adolescentes à Faculdade e estamos saindo de lá adultos e bem mais maduros. Outra transformação importante é o fato de entrarmos lá sem uma profissão e agora além de termos uma, também temos experiência e amadurecimento profissional.
Durante esse período fatos importantes ocorreram em nossas vidas. Amizades foram feitas, conhecimentos absorvidos, relações estabelecidas e exemplos dados. Mas não só de momentos bons esse tempo foi preenchido, também tivemos momentos ruins, momentos que serviram como aprendizado e amadurecimento e hoje agradecemos por tudo que passamos.
Entrar na Academia não é o mais difícil, mas enfrentar tudo que enfrentamos e sair dela no período certo, isso sim é o mais difícil. E estamos aqui hoje para isso, para colocar um ponto final nessa etapa e acrescentar mais dois pontos finais, transformando-o em uma reticência, pois esses 4 anos foram apenas o início de tudo.
Chegamos aqui hoje como formandos do curso de Letras da Funeso do 2º semestre de 2008, mas sairemos daqui Beletristas. A grande maioria  nos conhece como Professores, Educadores, Docentes, mas poucos sabem que os formandos em Letras são, na verdade, Beletristas, aqueles que amam as Belas Letras.
E é como amante dessas belas letras que encerramos o discurso com algumas já conhecidas belas letras de um poetinha tão conhecido nosso.

Soneto da Felicidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procura
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

                                   Vinícius de Morais"

14/05/2011

Livros Didáticos adotados pelo MEC

Ontem estava assistindo ao Jornal Nacional, coisa rara porque não estou mais assistindo TV, nem mesmo jornais, e a matéria inicial era sobre os novos livros didáticos de língua portuguesa adotados pelo MEC. E foi tudo bem estilo "Globo de ser", né? A Fátima Bernardes dizendo que o novo livro diz que a seguinte frase "os livro ilustrado mais interessante estão emprestado" não está errada, mas que quem falar dessa forma pode ser vítima de preconceito linguístico.
E eu confesso que fiquei surpresa. Não com a forma da Globo abordar a matéria, porque, claro, ela não faria de outra maneira, mas com a 'ousadia' do MEC em adotar tais livros. Lembro que durante a faculdade, estagiei em escolas públicas e os livros adotados eram os da Magda Soares, que tem um projeto lindo baseado no letramento, e seus livros são todos com muita leitura e pouca gramática. Eu adorava porque trabalhava muito textos com os alunos, mas os outros professores não gostavam muito não, achavam que 'aula de português boa mesmo' era o aluno aprender a usar uma mesóclise quando isso nem é mais usado hoje em dia. E ver que os livros agora terão as variantes da língua ensinadas não como erro, mas como uma forma de falar que é característica de uma classe social e que tem uma estrutura linguística bem mais simples, onde a flexão de uma única classe gramatical, como o artigo, por exemplo, já indica que toda a frase está no plural, é bastante inovador e confesso que até bate uma vontade de voltar a ensinar.
Nunca fui muito fã da Linguística não, acho até chatinha, talvez porque eu seja de Literatura, mas reconheço que ela é extremamente importante e indispensável no estudo de qualquer língua. E também acredito que os alunos devem saber reconhecer e identificar todas as formas de falar aceitas pela língua portuguesa, sejam os alunos de uma classe social mais baixa ou os da mais alta. É preciso que todos se vejam e se sintam fazendo parte do português, porque, afinal de contas, a língua é viva e querer se basear numa gramática de uma língua que não é, definitivemente, a nossa é uma absurdo e uma ignorância tremenda. Não somos Portugal e a nossa língua não é a mesma deles.
Quero parabenizar as autoras e o MEC pela ousadia e inteligência em publicar e adotar tais livros. E aos gramatiqueiros de plantão que acham um absurdo isso, só posso sentir pena.
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