Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens

17/05/2013

resenha: o diário de anne frank


Essa semana terminei de ler, depois de quase 2 meses, 'O Diário de Anne Frank'. Sempre quis ler esse livro, mas tinha algumas restrições porque tudo que trata da 2ª Guerra, Holocausto e Nazi-facismo me deixa muito mal. Depois de anos querendo ler, finalmente criei coragem, comprei o livro na Estante Virtual e comecei a ler. Por conta do trabalho, demorei muito para terminá-lo; foram quase 2 meses para ler algo que antes lia em, no máximo, 3 semanas, mas finalmente terminei e, como suspeitava, fiquei muito mal. Chorei demais quando cheguei na última página, mas isso já era de se esperar, vindo da minha pessoa. 


Mesmo quem não leu sabe que o livro virou, também, um documento histórico. Anne, em alguns momentos, narra com riqueza de detalhes costumes do Führer, da Gestapo e dos Judeus, o que eles faziam para driblar as prisões e conseguir sobreviver nos tempos de guerra.
O livro é narrado em primeira pessoa por Anne Frank, uma menina alemã e judia que, por causa da 2ª Guerra, teve que se mudar para a Holanda com sua família: o pai Otto, a mãe Edith e a irmã Margot. Quando sua irmã recebe a convocatória para o campo de concentração, a família Frank foge para um esconderijo na fábrica onde Otto trabalhava. Eram muito comum os esconderijos durante a II GM e no 'Anexo Secreto' (como Anne costumava chamar o esconderijo) além da família de Frank, ficaram mais 4 pessoas (a família Van Pels e Fritz Peffer, a quem Anne dá outros nomes no seu livro). Eles passaram 2 anos no Anexo, vivendo constantemente com o medo de serem descobertos e denunciados e foi nesse período que Anne escreveu seu famoso diário que, posteriormente, virou livro.


No diário, a jovem judia trata de vários assuntos, como a difícil relação com a mãe, o amor e admiração pelo pai, as dificuldades de uma adolescente em viver escondida, a paixão pelo companheiro de esconderijo, Peter Van Pels, a convivência nada amigável com os outros membros do Anexo e, claro, o medo de ser descoberta e mandada a algum campo de concentração.


Em 4 de agosto de 1944 os moradores do Anexo Secreto foram presos, possivelmente denunciados, e deportados para Auschwitz (o mais famoso campo de concentração nazista, localizado na Polônia). De todos os moradores do Anexo, Otto Frank foi o único sobrevivente, Anne morreu em março de 1945 em Bergen-Belsen devido a uma epidemia de febre tifo, assim como sua irmã, semanas antes do acampamento ser libertado pelos ingleses. Depois da guerra acabar seu pai voltou para a Holanda e teve ajuda das mesmas pessoas que o ajudaram durante o tempo do Anexo: Jan e Miep Gies, assim como Victor Kugler, Johannes Kleiman, Bep Voskuijl e Johannes Voskuijl.


Foi Otto Frank quem encontrou o Diário de Anne e se dedicou a tornar realidade o sonho de sua filha, mesmo depois de morte, que era mostrar ao mundo o que tinha escrito no tempo que viveu escondida do regime Nazista.
O livro é lindo e eu super indico para vocês lerem, mesmo para quem seja sensível a esses temas, como eu.

23/04/2013

dia mundial do livro ♥




Não sei se vocês sabem, mas hoje é o Dia Mundial do Livro. O dia 23 de abril foi escolhido para representar esse objeto tão antigo e tão importante porque é a data de falecimento de dois grandes escritores mundiais: Cervantes e Shakespeare, autores dos célebres Dom Quixote e Romeu e Julieta, respectivamente.




E, totalmente por acaso, celebrei esse dia com a chegada de umas comprinhas. Dia 18 de abril entrei no Submarino e vi que uma parte da coleção de Agatha Christie estava em promoção. Os volumes 1 e 2, contendo 3 livros em cada, num total de 6, estavam por apenas R$29,90 cada. Não resisti e na hora comprei os dois logo. No dia 18 mesmo o site confirmou o pagamento, dia 19 já recebi a nota fiscal no e-mail e hoje quando cheguei em casa encontrei o pacote, lacrado, em cima da minha cama. Existe maneira mais linda de comemorar o Dia do Livro?




Agatha Christie é especialista no gênero suspense, conhecida como 'A Rainha do Crime' e criadora de dois grandes personagens, sempre recorrentes em suas obras: Hercule Poirot, um detetive belga de inteligência peculiar, e Miss Marple, uma senhora americana que desvenda os crimes usando apenas seu conhecimento da alma humana. O grande diferencial das obras dela é que o assassino é quase sempre o personagem mais óbvio, mas é a forma como o crime foi cometido que te surpreende e te deixa, o livro todo, pensativa e enlouquecida (no meu caso) querendo descobrir logo o desenrolar do assassinato.




Essa minha coleção é composta pelos seguintes livros:

♥ Assassinato no beco
♥ Os elefantes não esquecem
♥ Treze à mesa
♥ Cai o pano
♥ O natal de Poirot
♥ Assassinato no expresso oriente




20/03/2013

lavoura arcaica

Quero compartilhar com vocês um amor meu, uma amor em forma de livro: Lavoura Arcaica, um romance do escritor paulista Raduan Nassar. O livro conta a história de uma família sirio-libanesa que mora numa fazenda e sofre com a ida de um dos filhos homem, André (narrador da obra), para a cidade. Quando 'o filho pródigo' retorna a tensão se estabelece, visto que André partiu para ficar longe de seu amor impossível, sua irmã Ana e toda a trama se desenvolve em torno desse amor, que se concretiza, embora seja 'impossível' e do drama sofrido pelo casal de irmãos e amantes.


O livro é dividido em duas partes: 'A partida' e 'O retorno' e apresenta uma narrativa em primeira pessoa bastante densa e não linear, visto que o fluxo da consciência é bem intenso na obra, sem falar da pontuação bem peculiar onde os capítulos só apresentam um ponto final. 


A obra é permeada pela angústia do narrador que vive perturbado entre a responsabilidade que tem para com a família e o amor e desejo que sente pela irmã: "(...) eu, filho torto, a ovelha negra que ninguém confessa, o vagabundo irremediável da família, mas que ama a nossa casa, e ama esta terra, e ama também o trabalho, ao contrário do que pensa; foi um milagre, querida irmã, foi um milagre, eu te repito, e foi um milagre que não pode reverter (...)" (p.120).


Como as grandes histórias de amor, o drama de André e Ana termina de forma trágica, mas calma que não vou contar o fim do livro a vocês não (rsrs), mas aviso que quem for de chorar é bom preparar os lenços porque as lágrimas são garantidas. É um fim lindo e bem digno de uma obra tão rica literariamente.


Para quem já leu a obra é válido ver o filme também, e para quem já viu o filme é mais válido ainda ler o livro porque vocês sabem que o livro é bem mais rico de detalhes que a obra cinematográfica, né?! O filme é muito bem feito e, confesso a vocês, que é um dos poucos que conseguiu transpor para a tela toda a literatura presente na obra impressa.


O filme foi dirigido pelo Luiz Fernando Carvalho (Hoje é dia de Maria, A Pedra do Reino, Capitu, entre outros...) e tem no elenco algumas feras do tipo de Raul Cortez como patriarca da família, Selton Mello como André e Simone Spoladore como Ana.

Abaixo um trecho do filme - "A Festa":


Espero que vocês leiam e que gostem :)


07/08/2012

de literatura e de amor...

"Na doce calma dos teus braços"

ABRAÇO. O gesto do abraço amoroso parece realizar por um momento, para o sujeito, o sonho de união total com o ser amado.


"Amar o amor"

ANULAÇÃO. Lufada de Linguagem durante a qual o sujeito chega a anular o objeto amado sob o volume do amor em si: por uma perversão propriamente amorosa, é o amor que o sujeito ama, não o objeto.



"O ciúme"

CIÚME. Sentimento que nasce no amor e que é produzido pelo medo de que a pessoa amada prefira um outro.


"Eu te amo"

EU-TE-AMO. A figura não se refere à declaração de amor, à confissão, mas ao repetido proferimento do grito de amor.


"Ternura"

TERNURA. Gozo, mas também avaliação inquietante dos gestos ternos do objeto amado, na medida em que o sujeito compreende que esse privilégio não é para ele.


'Fragmentos de um discurso amoroso' (BARTHES, Roland).

10/11/2009

Histórias de Canções


Recentemente comprei, por curiosidade, por necessidade acadêmica e, principalmente, por paixão Histórias de Canções de Wagner Homem. O livro traz, como o próprio nome já diz, a história de algumas canções de Chico Buarque, como elas surgiram, o processo de criação, as parcerias, etc...

Para quem não sabe, Wagner Homem é o responsável pelo site oficial do cantor chicobuarque.com e também amigo, de longons anos, de Chico.

Uma prévia do livro pode ser vista também aqui.


Aí em baixo está uma das Histórias, disponível no site e presente no livro:

"No filme, os Trapalhões acham uma máquina de datilografia e decidem mandar uma carta ao Barão, dono do circo em que trabalham, que fugira com o dinheiro. Para mostrar as dificuldades que eles tinham com a língua e com o teclado, Chico tira o acento de várias palavras e faz com que rimem com outras (faxina com maquina, dizia com ausencia, lotado com sabado, virgula com ridicula, ouvido com palido, etc.). Além disso comete, propositalmente, erros de concordância em frases como “o santo dos ladrão” e “Deu uma cocega/ Nos calo da mão”. Os arranjos musicais incluem os sons da máquina utilizada pelos Trapalhões. Em 1989, quando eu preparava as letras para o livro Chico Buarque letra e música, Chico me ligou pedindo que abrisse na página que continha “Meu caro barão”. Para nossa surpresa, os textos eram diferentes. Antes de enviar o material para o autor, a editora fazia uma revisão e, num excesso de zelo, corrigiu os “erros” ortográficos e gramaticais de Chico Buarque".


Eu recomendo! Você lê num instante que nem percebe...

10/07/2009

Livros


Amo comprar livros. Mas gosto mesmo é de comprar livros velhos com páginas amareladas, cheiro de mofo, capa deteriorada, não gosto muito de livros novos não. Comprar um livro velho é como ler a história de todas as outras pessoas por quem ele passou. Recentemente adquiri um Balzac e dentro vieram duas fotos bem antigas, em preto e branco, da primeira comunhão de um cidadão; cidadão este que nunca vi mais magro, só que agora é um conhecido meu, um companheiro que está sempre lá toda vez que abro o livro.

Muitos acham que a compra dos antigos é puramente financeira, mas para mim vai além da questão monetária. É tão mágico parar num sebo e folhear aquelas páginas antigas, amarelas; começo a imaginar quem já as leu, por quantas mãos aquelas folhas passaram, que sentimento despertaram nestas pessoas. Sem falar nas raridades que você encontra num bom sebo. Livros antiquíssimos que julgávamos nem existir mais, e esses contrariam a lógica que diz que os velhos são mais baratos; é justamente o contrário, são caríssimos.

Vocês podem estar pensando: "Ela só pensa assim porque ela não tem alergia à poeira!". E eu digo: "Tenho sim e muito!", só que meu amor por velhinhos é bem maior que meu nariz irritado, coçando e espirrando.

Mas minha paixão por livros velhos não me impede de comprar novos não, até porque leio lançamentos e lançamentos não são velhos e nem estão no sebo, muito pelo contrário, estão nas grandes livrarias. E por falar em livros novos, comprei recentemente 3 novinhos, "A Menina que roubava livros", "O Caçador de Pipas" e "Leite Derramado". Não li todos ainda, nem terminei o primeiro, o buarquiano, que diga-se de passagem é ótimo. Já li "Estorvo" e "Budapeste", confesso que o primeiro não me agradou muito não, já o segundo é bom, mas não tanto quanto eu esperava de uma obra de Chico. Só que "Leite Derramado" supriu minhas expectativas e olhe que ainda estou na página 30. Espero que não me decepcione no decorrer da obra.

Bom, mas independente de ser novo ou velho minha paixão por esse objeto, que para mim é sagrado, é imensa. Uma prova disso é que quando estou estudando não consigo riscá-lo, nem de lápis, quem dirá de caneta e marca-texto, jamais, nem pensar!


Quero terminar a postagem com uma pergunta bem pertinente: "TEM ALGO MELHOR QUE UM BOM LIVRO?".



Já vou respondendo em letras garrafais: Pra mim, NÃO!



Para vocês?

Beijos...



PS: o mau humor passou ;)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Instagram


Layout: Bia Rodrigues | Tecnologia do Blogger | All Rights Reserved ©