Essa semana terminei de ler, depois de quase 2 meses, 'O Diário de Anne Frank'. Sempre quis ler esse livro, mas tinha algumas restrições porque tudo que trata da 2ª Guerra, Holocausto e Nazi-facismo me deixa muito mal. Depois de anos querendo ler, finalmente criei coragem, comprei o livro na
Estante Virtual e comecei a ler. Por conta do trabalho, demorei muito para terminá-lo; foram quase 2 meses para ler algo que antes lia em, no máximo, 3 semanas, mas finalmente terminei e, como suspeitava, fiquei muito mal. Chorei demais quando cheguei na última página, mas isso já era de se esperar, vindo da minha pessoa.
Mesmo quem não leu sabe que o livro virou, também, um documento histórico. Anne, em alguns momentos, narra com riqueza de detalhes costumes do Führer, da Gestapo e dos Judeus, o que eles faziam para driblar as prisões e conseguir sobreviver nos tempos de guerra.
O livro é narrado em primeira pessoa por Anne Frank, uma menina alemã e judia que, por causa da 2ª Guerra, teve que se mudar para a Holanda com sua família: o pai Otto, a mãe Edith e a irmã Margot. Quando sua irmã recebe a convocatória para o campo de concentração, a família Frank foge para um esconderijo na fábrica onde Otto trabalhava. Eram muito comum os esconderijos durante a II GM e no 'Anexo Secreto' (como Anne costumava chamar o esconderijo) além da família de Frank, ficaram mais 4 pessoas (a família Van Pels e Fritz Peffer, a quem Anne dá outros nomes no seu livro). Eles passaram 2 anos no Anexo, vivendo constantemente com o medo de serem descobertos e denunciados e foi nesse período que Anne escreveu seu famoso diário que, posteriormente, virou livro.

No diário, a jovem judia trata de vários assuntos, como a difícil relação com a mãe, o amor e admiração pelo pai, as dificuldades de uma adolescente em viver escondida, a paixão pelo companheiro de esconderijo, Peter Van Pels, a convivência nada amigável com os outros membros do Anexo e, claro, o medo de ser descoberta e mandada a algum campo de concentração.

Em 4 de agosto de 1944 os moradores do Anexo Secreto foram presos, possivelmente denunciados, e deportados para Auschwitz (o mais famoso campo de concentração nazista, localizado na Polônia). De todos os moradores do Anexo, Otto Frank foi o único sobrevivente, Anne morreu em março de 1945 em Bergen-Belsen devido a uma epidemia de febre tifo, assim como sua irmã, semanas antes do acampamento ser libertado pelos ingleses. Depois da guerra acabar seu pai voltou para a Holanda e teve ajuda das mesmas pessoas que o ajudaram durante o tempo do Anexo: Jan e Miep Gies, assim como Victor Kugler, Johannes Kleiman, Bep Voskuijl e Johannes Voskuijl.
Foi Otto Frank quem encontrou o Diário de Anne e se dedicou a tornar realidade o sonho de sua filha, mesmo depois de morte, que era mostrar ao mundo o que tinha escrito no tempo que viveu escondida do regime Nazista.
O livro é lindo e eu super indico para vocês lerem, mesmo para quem seja sensível a esses temas, como eu.