30/11/2010

E passou...


E eis que chega o último dia desse mês tão difícil. Até que não doeu tanto quanto achei que fosse doer, até que Novembro se comportou bem, sendo ele quem é.

Quero dar um longo e forte "adeus" a Novembro e que junto com ele vá todas as mágoas e todas as dores que habitaram e habitam ainda esse pobre coração amarelo...


O sorriso de felicidade em meu rosto representa a ida desse mês e a espera pela chegada de outro, o que ferve e freva... o Fevereiro!
"Espero o ano inteiro, até ver chegar fevereiro...!"

28/11/2010

Amizades?

Sempre fui uma pessoa de ter poucos amigos, mas os poucos que eu tenho sempre pude confiar e contar pro que "der e vier". Uma vez ouvi, de uma pessoa que já foi muito próxima, que se eu desse uma festa não lotaria uma sala com os meus convidados e é a pura verdade. Acontece que esses pouquíssimos, que nem chegariam a encher uma mera sala, são as pessoas que estão comigo sempre, esteja eu bem ou mal.
Mas, de um tempo pra cá, comecei a rever certas amizades, principalmente aquelas que me usam de acordo com a conveniência. Será que vale mesmo à pena ser amiga desse tipo de gente? Gente que te troca por uma nova amizade como quem troca de roupa e, quando se vê só, sabe recorrer a você só pra te fazer de terapêuta, onde você representa nada mais, nada menos que um simples ouvido.
Esse tipo de gente me cansa e, sinceramente, não quero mais perto de mim não!

Continuarei sempre a cultivar Rosas e Rimas...

16/11/2010

Comer, Rezar e Amar



Ele: "E se admitirmos que nosso relacionamento está acabado e nos mantivermos nele assim mesmo? Nós o aceitamos. Nós brigamos muito, quase não transamos mais, mas não queremos deixar um ao outro. Assim poderíamos passar a vida juntos, miseráveis, mas felizes de não estarmos separados".

(...)



Ela: "Querido, não nos falamos há um tempo e isso me deu o tempo que precisava para pensar. Lembra quando disse que deveríamos morararmos juntos e sermos infelizes para podermos ser felizes? Considere uma prova do meu amor eu ter passado tanto tempo considerando isso, tentando fazer funcionar.


Queremos que as coisas continuem as mesmas, querido. Vivemos infelizes por termos medo de mudanças de vermos nossas vidas acabar em ruínas. (...) Talvez minha vida não tenha sido tão caótica. O mundo é que é! E a armadilha é se apegar demais a ele. Ruínas são um presente, um caminho para a transformação. (...) Merecemos mais do que ficarmos juntos por termos medo de sermos destruídos se não ficarmos".





Porque eu me identifiquei muito com essa parte do filme.





Ser infeliz junto por medo de não ser feliz separado não é amor de verdade!

09/11/2010

Prosa Buarquiana

Acho que não deve ser surpresa para ninguém o fato de que sou uma grande admiradora e apaixonada pela obra de Chico Buarque. Mas falar da obra buarquiana é falar de tudo que ele fez e ainda faz: canções, onde podemos separar poesia (letra) e a melodia, histórias infantis, peças de teatro e os romances.

Já estudei e ainda estudo suas canções, especialmente suas letras, separadas das melodias, visto que de todas as artes a única que me especializei foi a literatura e não a música, muito menos as outras artes, o que é uma pena... mas ainda há tempo, né?

Mas voltando ao estudo da obra de Buarque... até fiz um trabalho na pós sobre a não linearidade temporal (a presença constante de flash backs e flash fowards) no romance "Leite Derramado", mas me aprofundei mesmo na poesia de Chico. Só que, mesmo sem ser uma "especialista" na prosa dele, vou me atrever a falar um pouco dos seus romances. Dos 4, li 3 (Estorvo, Budapeste e Leite Derramado), não li Benjamim. Não é novidade que Chico SABE escrever (e não estou falando de gramática), ele usa muito bem os recursos estilísticos para prender a atenção do leitor e enriquecer o texto, mas a história em si, na minha singela opinião, fica a desejar.

Minha primeira vez em prosa buarquiana foi com Budapeste. Achei bom, mas aquela sensação de que falta algo foi muito presente. Aí, fui para Estorvo que, me perdoem o trocadilho, é realmente um estorvo. O livro é cansativo, pesado, tenso e o prazer de ler passa longe. Então veio Leite Derramado. A comparação com "Memórias Póstumas de Brás Cubas" me deixou bem curiosa e esperando algo realmente grande. É sem sombra de dúvidas o melhor dos 4 livros de Chico e o amadurecimento do escritor é bem notório. As personagens são melhores contruídas e a narrativa é, com certeza, mais rica, mas a velha sensação de que falta algo permaneceu.
Sei que os livros de Chico são sempre bem recebidos pela crítica e ganhadores de prêmios literários, como, recentemente, o Jabuti e o Portugal Telecom para Leite Derramado, além de mais outros 2 Jabutis para Estorvo e Budapeste, mas impressão que tenho é que, como disse minha amiga, professora e orientadora, Renata Pimentel, é como se ele tivesse nascido pra ser um ginasta e quisesse jogar basquete. Os livros não são ruins, não é isso que quero dizer, contudo não têm a qualidade que as letras têm. A poesia buarquiana é bem melhor construída e de qualidade infinitamente superior à prosa.
Espero que ele continue a escrever sempre e sempre, seja romance, poesia, teatro, e desejo também que esse amadurecimento literário continue a crescer para seus livros ganhem em qualidade e nós, seus fiéis leitores, possamos ter um romance à altura da poesia.
De toda forma: Parabéns, Chico, pelos prêmios!
"Catando a poesia que entornas no chão"

Tem mais samba!
















Vem que passa
Teu sofrer
Se todo mundo sambasse
Seria tão fácil viver...

04/11/2010

Há tempos... passarinho!

Sabe amor, há tempos pretendo te dizer que não te quero mais na minha vida, assim como não me queres na tua.
Há tempos quero te dizer que não sei se realmente te amei em algum momento das nossas 2 semanas e meia de amor, assim como descobrirás também que nunca me amastes.
Há tempos quero te dizer que não acredito mais no amor que dizias sentir por mim, assim como sei que não acreditas mais no meu.
Há tempos quero te dizer que não fazes bem à minha saúde. Na verdade és como uma droga que uso apenas por pura dependência e não por gosto real. E sei que sentes o mesmo.
Há tempos, amor, que descobrimos que não fomos feitos um para o outro e que, na verdade, isso não existe.
Há tempos que "eu te amo" não soa verdadeiro saindo de nossas bocas.
Há tempos percebemos que uma casinha no mato de fino trato nunca passará de uma doce lembrança de um belo sonho a dois.
Há tempos compreendemos que a luz dos olhos pode estar em qualquer olhar de qualquer pessoa, só não queremos aceitar.
Há tempos que dias 04 e 14 não significam mais nada para nós, só não assumimos.
Há tempos percebemos que não sabemos o que queremos, nem quem queremos. Mas sabemos de uma coisa, apenas uma certeza num mar de dúvidas: "que não nos queremos mais!"

E é por não te querer e saber que não me queres que te digo:

"Todos passarão, nós passarinho...!"
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Layout: Bia Rodrigues | Tecnologia do Blogger | All Rights Reserved ©