15/06/2012

da banalização do amor...

De uns tempos para cá venho percebendo uma banalização de sentimento tão grande, especialmente nas redes sociais, é um tal de 'eu te amo' pra cá, 'eu te amo pra lá'. Tipo, tudo bem você amar o mundo, e nele incluem-se todas as pessoas, animais, plantas, etc..., mas não consigo acreditar que se você fica hoje com um cara, amanhã começa a namorar e no outro dia já 'ama' isso seja amor de verdade.
Não quero bancar a cética não, até acredito em amor à primeira vista, já até aconteceu comigo (assunto para um próximo post, quem sabe...), mas ultimamente a coisa está tão comum que não consigo acreditar que seja um sentimento verdadeiro. Parece mais uma necessidade de expor para a sociedade, especialmente aquela presente nas redes sociais, o quanto você é feliz e amado e zaz e zaz e zaz. São tantas declarações, tantas fotos formando coração e inúmeros 'eu te amo' para mostrar ao mundo que você tem algo que nem você mesmo sabe o que é.
Sempre acreditei que o amor é um sentimento de devoção, sabe? É algo que te faz querer a felicidade do outro, que te permite estar ali pra quando o outro precisar, independente da hora, local e da situação e, inevitavelmente, me pergunto se essas pessoas que 'amam e são amadas' no facebook fazem e, principalmente, sentem isso. Amor é algo tão bonito e especial para se tornar superficial.
Sempre acreditei no ser humano, mas numa época onde o status do relacionamento vale mais que o sentimento verdadeiro, fica difícil se manter crédula!

Deixo vocês com um trechinho do 'Samba do grande Amor' de Chico:

'Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim
Um grande amor
Mentira...'



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2 comentários:

  1. Nenhum amor, desamor ou poliamor é mais importante e seguro que o amor-próprio.

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