10/07/2009

Livros


Amo comprar livros. Mas gosto mesmo é de comprar livros velhos com páginas amareladas, cheiro de mofo, capa deteriorada, não gosto muito de livros novos não. Comprar um livro velho é como ler a história de todas as outras pessoas por quem ele passou. Recentemente adquiri um Balzac e dentro vieram duas fotos bem antigas, em preto e branco, da primeira comunhão de um cidadão; cidadão este que nunca vi mais magro, só que agora é um conhecido meu, um companheiro que está sempre lá toda vez que abro o livro.

Muitos acham que a compra dos antigos é puramente financeira, mas para mim vai além da questão monetária. É tão mágico parar num sebo e folhear aquelas páginas antigas, amarelas; começo a imaginar quem já as leu, por quantas mãos aquelas folhas passaram, que sentimento despertaram nestas pessoas. Sem falar nas raridades que você encontra num bom sebo. Livros antiquíssimos que julgávamos nem existir mais, e esses contrariam a lógica que diz que os velhos são mais baratos; é justamente o contrário, são caríssimos.

Vocês podem estar pensando: "Ela só pensa assim porque ela não tem alergia à poeira!". E eu digo: "Tenho sim e muito!", só que meu amor por velhinhos é bem maior que meu nariz irritado, coçando e espirrando.

Mas minha paixão por livros velhos não me impede de comprar novos não, até porque leio lançamentos e lançamentos não são velhos e nem estão no sebo, muito pelo contrário, estão nas grandes livrarias. E por falar em livros novos, comprei recentemente 3 novinhos, "A Menina que roubava livros", "O Caçador de Pipas" e "Leite Derramado". Não li todos ainda, nem terminei o primeiro, o buarquiano, que diga-se de passagem é ótimo. Já li "Estorvo" e "Budapeste", confesso que o primeiro não me agradou muito não, já o segundo é bom, mas não tanto quanto eu esperava de uma obra de Chico. Só que "Leite Derramado" supriu minhas expectativas e olhe que ainda estou na página 30. Espero que não me decepcione no decorrer da obra.

Bom, mas independente de ser novo ou velho minha paixão por esse objeto, que para mim é sagrado, é imensa. Uma prova disso é que quando estou estudando não consigo riscá-lo, nem de lápis, quem dirá de caneta e marca-texto, jamais, nem pensar!


Quero terminar a postagem com uma pergunta bem pertinente: "TEM ALGO MELHOR QUE UM BOM LIVRO?".



Já vou respondendo em letras garrafais: Pra mim, NÃO!



Para vocês?

Beijos...



PS: o mau humor passou ;)

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